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terapias holísticas

Flexibilidade que cura

Imagem: Pixabay

“O Reiki é flexível como bambu.”

A frase, repetida diversas vezes pelo mestre que me iniciou nos três níveis do Reiki – e também no mestrado –, me encantou de saída. Sempre me encantaram os corpos, os caminhos e as ideias flexíveis. Adaptar-me a quaisquer circunstâncias que a vida apresente, tal e qual a água, que toma a forma do copo ou da jarra, para depois se revelar livre e fluida e se derramar onde quer que caia, é uma espécie de meta pra quem sempre acha um jeito de incluir Rock Water – o remédio de Dr. Bach, dedicado às pessoas rígidas – em todas as suas formulações florais.

A flexibilidade do método criado pelo japonês Mikao Usui é um bálsamo para a minha própria rigidez. É a cura pros meus torcicolos, dores de cabeça tensionais e ideias fixas. A energia do Reiki sabe por onde deve seguir. Permitir que ela flua por meio de mim para os corpos dos meus clientes é um percurso mágico, que cura a mim mesma enquanto trata do outro. Há um script. Sempre há. Mas ele muitas vezes se perde no exato momento em que minhas mãos tocam o corpo do outro e sentem o Byosen. A energia encontra o seu próprio script.

O Reiki aceita cromoterapia, aromaterapia, manobras de shiatsu, florais de Bach… Aceita crenças e não crenças. “O Reiki é flexível como bambu.” Para algumas pessoas, receber Reiki é fonte de um relaxamento profundo. Pra outras, é um percurso de transformação. Pra mim, é um caminho de cura. E é por isso que resolvi falar dele hoje.

O aval da ciência

Incluído desde 2017 entre os procedimentos cobertos pelo SUS, o Reiki promove o relaxamento, diminui o stress psicológico e atenua dores inclusive em pacientes de câncer. Um estudo realizado pelo psicobiólogo Ricardo Monezi, da Universidade Federal de São Paulo, mostrou que a terapia ajuda também a combater o tumor. Ele aplicou o Reiki em ratos e, na sequência, analisou suas células de defesa. “Em comparação com o grupo de controle, esses animais apresentaram um sistema imune mais agressivo contra a enfermidade. E nem precisamos falar que bichos não acreditam em Reiki.” (Para saber mais sobre essa e outras pesquisas, clique aqui)

Cultura de paz

O Lama e o Economista*

Foto: Divulgação/CEBB

Redes compassivas como caminho para tempos difíceis. Esse é o tema da palestra que o Lama Padma Samten, do Centro de Estudos Budistas Bodisatva, vai realizar em Belo Horizonte no fim deste mês. Olhei pra esse tema e me lembrei da primeira vez que o ouvi afirmar que “a base que sustenta o mundo não é a economia, mas a compaixão”. Confesso que essa fala me causou estranhamento e até um certo incômodo. Como assim? Não é a economia que gira tudo? Não é ela quem determina os que sobrevivem e os que sucumbem nesta roda sustentada pelo capital?

Em ocasiões distintas, nos muitos vídeos que já assisti em seu canal no Youtube, tornei a ouvir essa fala dele outras vezes. A cada vez, ela parecia fazer mais sentido. Redes compassivas de fato nos sustentam, especialmente em tempos de crise. E, se aprendermos a organizá-las melhor, veremos que nossa preocupação com os seres é capaz de garantir a sobrevivência de cada um de nós. Estou convencida disso.

O livro mais recente do Dalai Lama, dedicado aos jovens e intitulado Façam a revolução, diz alguma coisa parecida com isso (leia mais aqui). O que de fato pode nos salvar é essa união em benefício de todos. Não sei se é exatamente disso que o Lama vai falar. Não perguntei a ele (rs). Mas estou aqui fazendo conjecturas acerca do tema da palestra a que gostaria imensamente de assistir.

O Lama Samten vai oferecer também um mini-curso com um tema que também cai como um bálsamo nas feridas abertas por estes nossos tempos: Lucidez – Transformando confusão em sabedoria. Porque vamos combinar que confusão é o que não anda faltando neste nosso dia-a-dia, não é mesmo? E desconfio que sabedoria pode ser a chave pra lidar melhor com essa roda que parece girar e nos deixar sempre mais e mais perdidos.

Vou deixar aí embaixo os dados sobre os dois eventos com o Lama Samten porque as inscrições já estão abertas e se alguém quiser participar acho que é melhor se apressar pra garantir uma vaga. Se você também ainda não se convenceu de que a compaixão é uma base de sustentação muito mais sólida do que a economia, sugiro que você dê um pulo pelo menos na palestra. Eu não sou muito boa para explicar, mas pode ser que ouvi-lo falar e conhecer outras pessoas interessadas em criar redes que beneficiem um número maior de seres faça os seus níveis de esperança e vontade de mudar aumentarem um pouco. Ou muito. Enfim, eu acho que vale.

Palestra

Redes compassivas como caminho para tempos difíceis

Sábado, 30 de março às 20h
Teatro Santo Agostinho, Rua dos Aimorés, 2679 – Santo Agostinho – Belo Horizonte
Contribuição sugerida: R$ 30

Curso

Lucidez – Transformando confusão em sabedoria

Sábado, 30 de março de 14h às 17h
Domingo, 31 de março de 9h às 12h
Hotel Boulevard Plaza, Av. Getúlio Vargas, 1640, Salão Villa Lobos – Savassi, Belo Horizonte
Contribuição sugerida: R$ 160

CLIQUE AQUI para fazer sua inscrição.

* “O Lama e o Economista” é um título que peguei emprestado de um livro do próprio Lama Samten

Cultura de paz

A carta do chefe Seattle

Imagem por SarahRichterArt na Pixabay

Pensei em escrever um texto para dizer o que ando sentindo em relação à maneira como a gente trata este planetinha. Mas nada do que eu escrevesse diria mais do que a carta do cacique Seattle. Se você já leu, talvez queira reler. Se não conhece, acho que vale a pena. Então é isso. Vou só reproduzir a carta mesmo. E torcer para que a gente possa resgatar um pouco do “selvagem” que espero que exista dentro de cada um de nós.

Pra contextualizar um pouco, vale dizer que essa carta foi escrita em 1855, pelo cacique Seattle, da tribo Suquamish, do estado de Washington, nos EUA, ao então presidente daquele país, Francis Pierce, logo depois de o governo dar a entender que gostaria de comprar o território ocupado pelos índios. Faz mais de um século e meio, portanto. Segue a carta:

O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que, se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.

Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.

Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e, depois de exauri-la, ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.

Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d’água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.

Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.

Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.

De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.

Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.

Cultura de paz, mindfullness

De onde vim, pra onde vou?

Mamãe, de onde surgiu o mundo?

– Da grande explosão de um único átomo. Chamou-se Big Bang.

– Então, nós, as plantas, os animais e as coisas viemos todos de um único átomo?

– Viemos. Todos.

Minha pequena filha silenciou. Estava tão atônita quanto qualquer um de nós deveria estar depois de uma constatação dessas. E todos nós, que em algum momento tivemos contato com a Teoria Atômica, sabemos disso. E, no entanto, nos esquecemos. Para vivermos o dia-a-dia, acolhidos pelas certezas absolutas das nossas próprias bolhas, perdemos a visão do todo. Nos esquecemos de que “somos todos um” não é um slogan hiponga. É uma constatação científica. Eu, você, o cachorro que está na sua sala, o gato que vai morrer atropelado na sua rua, a árvore na frente na sua casa e aquele vizinho que você odeia viemos todos, todinhos, de um único átomo. Era nisso que minha filha estava pensando quando silenciou.

– E no que isso vai dar?

A segunda pergunta dela era mais difícil. O universo continua em expansão desde aquela primeira explosão que iniciou a confusão, né? Então a ideia é que vamos continuar nos espalhando até não sobrar muito mais que uma poeirinha. Fiquei pensando se isso seria muito dramático para contar a uma menina de 10 anos. Mas ela achou que não.

– Vai ficar só um vazio então, né?

– É, um vazio. Um imenso e alentador vazio. Calmo. Sereno. Acho que não vai rolar nem mesmo uma poeirinha depois que essa coisa toda se espalhar infinitamente pelo espaço – arrisquei, sem a menor convicção de que estivesse sendo muito científica.

– Ô, mãe. Me explica aqui: se a gente saiu todo mundo do mesmo átomo e no final vai se misturar na mesma poeira cósmica, por que é que, nesse intervalo, em vez de simplesmente curtir, o povo inventa de criar tanto problema, hein?

Aí, quem silenciou fui eu.

Não sei bem se é Índigo, Cristal ou Arco-Íris que fala não… Só sei que acredito neles pra salvar o que ainda existe de mundo antes de a gente virar a tal da poeirinha cósmica.

Cultura de paz, mindfullness

Lobo-lo-bo-lo-bo-lo

Foto: Pixabay

Tem um livro infantil de que eu gosto muito. É um livro de Chico Buarque chamado Chapeuzinho Amarelo. Conta de uma menina que morria de medo do lobo, mas um dia entendeu que lobo, dito assim bem rápido, acabava virando bolo e não metia mais medo em ninguém. Não sei escrever com a poesia do Chico, então estou aqui cometendo a infâmia de resumir a obra desse jeito tosco. Mas acho que todo mundo devia ler o original e presentear às crianças queridas.

Pois bem, estou aqui falando desse livro porque acho que é uma extrema sabedoria que a gente consiga olhar bem de perto pras nossas emoções, até perceber o momento em que elas surgem… porque é exatamente ali que elas desaparecem. As crianças compreendem isso com uma sabedoria admirável. Basta ver as reações que têm ao ouvir a história da Chapeuzinho Amarelo. Nós, adultos, damos tanta solidez aos nossos sentimentos que achamos quase impossível vê-los se dissolverem.

Acordei com o coração meio apertado e uma sensação de ansiedade um tanto inexplicável. Me irritei com o barulho do telefone tocando e já ia pedir que não me dessem bom dia quando me lembrei do livro da Chapeuzinho Amarelo. De onde viria esse sininho de irritação que poderia tocar durante o dia inteiro, azedando todos os meus contatos a partir daquela manhã? Decidi ver se o meu lobo também seria capaz de ser convertido em lobo.

Pedi licença por 20 minutos porque precisava de um pouco de silêncio para espreitar as minhas emoções. De onde vinha aquele aperto no peito tão logo eu me levantara da cama? Eu tinha dormido bem… Silenciei e comecei a perguntar à minha irritação em que momento ela tinha aparecido. Eu havia despertado sem despertador. Não era o barulho do relógio, portanto. Também não eram os vizinhos, que geralmente faziam barulho à noite, mas não pela manhã.

Continuei olhando para aquela irritação, que parecia ter surgido antes mesmo do dia raiar e eu me levantar. Eu havia acordado cerca de duas horas antes de finalmente me levantar e ficara fritando na cama até um horário em que considerei razoável abrir os olhos para finalmente iniciar o dia. Mas por quê?

Na noite anterior, eu tinha trabalhado até tarde e não tinha conseguido terminar minhas tarefas. Dormi pensando no que tinha para fazer. Ao acordar, tinha clareza de que havia tempo para fazer tudo o que era preciso, mas a ansiedade de quem não tinha terminado suas tarefas ainda estava ali.

Olhei pr ‘aquilo e entendi que não havia motivo para me irritar. Nem para estar ansiosa. O dia anterior já tinha terminado. Eu não havia concluído o que havia me proposto e já havia resolvido que estava tudo bem com isso. Tanto que dormi. Agora estava acordada e poderia concluir o que precisava ser feito. Mas não antes de um café. O lobo tinha virado bolo.

Retornei do silêncio e sorri para os meus. “Bom dia, pessoal. Obrigada por me permitirem esse silêncio. Eu estava ocupada em transformar um lobo em bolo.” Ninguém entendeu nada. Mas eu ri. E pensei que devíamos nos ocupar mais de transformar nossos lobos em bolos.

Cultura de paz

2019: façamos a revolução

Foto: Pixabay

E 2018 chegou aos finalmentes. Passei no Mercado Central de Belo Horizonte esta semana e até desisti de fazer as compras porque não conseguia nenhuma vaga no estacionamento. O povo devia estar comprando castanhas, romãs, peixes, incensos, lentilhas, banhos de rosas e talvez flores para as oferendas. Todo mundo pensando num jeito de pedir boas vibrações pra 2019. E é isso mesmo que a gente deseja a cada virada de ano, não é? Que o próximo seja melhor, mais suave, mais próspero, mais alegre, mais saudável, mais pacífico e mais amoroso.

Eu gosto de uma taça de espumante à meia-noite e gosto de abraços do meu companheiro e das minhas filhas, que quase sempre dormem, mas este ano prometeram fazer uma cabaninha na sala pra surpreender o Ano Novo antes que ele apareça (tentaram fazer isso com o Papai Noel, mas o bom velhinho foi mais esperto do que elas e deixou os presentinhos na árvores sem que elas percebessem).

Gosto dos ritos de passagem. Acho que podem ser simbólicos das mudanças que queremos fazer em nós mesmos. Porque entendo que, de verdade, a única coisa que podemos mudar, em 2018, 2019 ou 2029, é a nossa própria mente. Podemos mudar o modo como vemos as coisas. Podemos mudar a forma como reagimos às paisagens que nos aparecem. E podemos mudar a maneira como lidamos com esse mundo que tanto nos encanta quanto nos assusta.

No Natal, eu ganhei alguns presentes e um deles foi o livro mais recente do Dalai Lama. Chama-se “Façam a revolução” e é dedicado aos jovens. Apenas comecei a ler, mas já sei o suficiente para lhes garantir que Sua Santidade, o 14º Dalai Lama, não propõe que a garotada se arme de canhões e fuzis para tomar o poder seja lá de que nação for. Por favor, não é isso!

A revolução que o mestre budista propõe aos jovens é baseada na compaixão. Ele acredita que apenas a compaixão que sentimos pelos seres é capaz de salvar este nosso planetinha azul. É por compaixão com quem vem depois que a gente decide economizar a água ou parar de maltratar o solo. É por compaixão com quem estará aqui depois que formos embora, que a gente resolve preservar mais e destruir menos. É por compaixão com quem está ao nosso lado que a gente às vezes decide tranquilizar a própria mente e relaxar um pouco mais, agindo menos por impulso e mais por amor.

Eu disse que não faria listas na virada do ano. Vou tentar cumprir a promessa. Mas gostaria de me propor – e a quem mais achar que isso pode ser uma boa ideia – um desafio para este ano vindouro: a proposta de ser mais compassiva, de olhar menos pras minhas próprias questões e um pouco mais pra amplitude dos problemas que envolvem os outros seres. Queria também propor a mim mesma um pouco menos de palavras intempestivas e um pouco mais de silêncio.

Como todo o resto dos textos deste site, aqui também temos apenas um caminho a ser construído. Não sei o quanto desses projetos será possível cumprir. Não sei, sequer, se são bons projetos. Mas intuo que sim. E gostaria de tentar. Meus desejos pra 2019, deste modo, são um pouco mais de compaixão e um pouco menos de intempestividade. E o que for possível de silêncio e quietude pra acalmar a alma e embasar as ações.

A cada um de vocês eu desejo que 2019 seja um ano de caminhos serenos e alegrias compartilhadas. Desejo que sigamos caminhando juntos e que possamos contar uns com os outros.

aromaterapia

O mundo mágico dos aromas

Foto: Pixabay

Grinchs do meu coração, estou aqui pensando em como o fim de ano é um período particularmente estressante… Mas estou pensando também em como as coisas tornam-se mais fáceis quando a gente dispõe de alguns recursos pra lidar com o estresse. Acho que este ano está um pouco mais fácil que o ano passado. Entre os recursos que descobri mais recentemente – e que tem funcionado como um pronto-socorro físico e emocional neste fim de ano – está a minha maravilhosa caixa de cheirinhos.

Tenho a sensação de que a aromaterapia descortinou um novo universo pra mim. Ontem eu estava particularmente agitada, com muitos pensamentos recorrentes, quando o moço do correio tocou o interfone e avisou que tinha uma caixa pra mim. Era a caixa da dōTERRA e, além alguns óleos maravilhosos que eu havia encomendado, lá estava o meu Difusor Petal.

Decidi difundir duas gotas do óleo de olíbano (Franckincense), enquanto assistia a um vídeo que há meses vinha procrastinando para assistir. Foram duas horas de difusão – a gente programa esse tempo no difusor – para duas horas do vídeo. Ao final, a agitação tinha ido embora e – bingo! – eu tinha conseguido prestar atenção a todo o conteúdo do vídeo. A difusão do óleo, ao mesmo tempo, me acalmou e me deu foco.

Tenho tido várias dessas surpresas com os óleos essenciais. O melasma que tenho no rosto vem clareando de forma impressionante e rápida – vou esperar mais um pouco pra mostrar a todo mundo o antes e depois -, meu sono com óleo de lavanda é infinitamente mais reparador do que antes da aromaterapia, minha digestão está melhor… Cada dia descubro mais benefícios dentro desses vidrinhos de óleo!

Mudança de vida

Uma das coisas legais que encontrei na dōTERRA, além da incontestável qualidade dos óleos – alguns produtos vendidos como óleos essenciais são, na verdade, essências ou óleos já diluídos -, foi justamente essa possibilidade de, já no cadastro, comprar um kit com 10 óleos pelo valor de atacado. Ter a possibilidade de fazer as suas próprias sinergias e utilizar os óleos para as suas diversas necessidades é bem mais interessante do que testar apenas um vidrinho de um óleo essencial específico. E financeiramente também compensa mais.

De repente, a gente descobre que óleo essencial vira desodorante, vira creme pra pele, vira desodorizador de vaso sanitário, vira remédio pra dor de cabeça, pra dor de barriga, pra dores musculares… Vira um modo de vida muito mais saudável e absolutamente delicioso. Porque a sua casa vai ter cheirinhos que você nunca mais vai querer abandonar.

Eu queria dividir isso com vocês porque esses óleos realmente têm feito muita diferença na minha vida. Quem quiser experimentar pode se cadastrar, pedir o kit inicial pelo preço de atacado e viver essa pequena revolução no seu dia a dia. Ao se cadastrar e me comunicar, você já ganha o direito de ser inserido ou inserida em um grupo de whatsapp onde todas as suas dúvidas sobre utilização, sinergias e dezenas de receitinhas poderão ser solicitadas. E você poderá comprar os óleos, para seu consumo e de sua família, sempre que tiver vontade, pelo valor de atacado.

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