Convivendo

O que me levou a trabalhar a cultura de paz com pais e mães de crianças e adolescentes foi um motivo muito prosaico: o desespero que eu e alguns dos meus amigos e amigas confessávamos ao relatarmos a gritaria que se estabelecia em casa quando pedíamos às crianças para largarem os tablets, fazer a lição de casa ou, simplesmente, tomar banho. Alguns de vocês podem estar achando engraçado, mas eu juro que o sofrimento é real. Como também há muito sofrimento nos conflitos que se estabelecem em uma equipe de trabalho quando, apesar do salário caindo na conta no dia certo, o clima organizacional está tão pesado que a sensação é de que dá pra cortar o ar com a faca.

Acho que podemos partir do pressuposto de que ninguém acorda pela manhã disposto a despertar o ódio de todos os seus colegas de trabalho. E posso lhes assegurar que eu e os meus amigos também jamais planejamos que nossas noites, após cansativos dias de trabalho, fossem de gritaria e confusão. Tampouco era o que as nossas crianças desejavam. Todo mundo só quer viver em paz e harmonia. Estou realmente convencida disso.

Mas por que será que não é assim? Mais que isso: será que dá pra ser assim? Bom, eu sou dessas pessoas que não se conformam com o que está ruim. Passei a vida fugindo da confusão e sendo abduzida por ela. Milhares de vezes ainda me vejo dentro dessa nave onde não gostaria de estar. De tanto buscar, tem horas que me vejo conseguindo trilhar um caminho mais pacífico.  No momento seguinte, pode ser que tudo desabe outra vez, mas agora eu já consigo entender que as escolhas são minhas e que, portanto, posso mudá-las.

Não tem nada pronto nessa trilha de quem pretende pacificar suas relações diárias: é uma buraqueira só! Mas descobri que tem mais gente ajudando a construir essa estrada e até acendendo uma lanterna pra iluminar os trechos mais escuros dos caminhos dos outros. E isso tem sido tão importante pra mim que resolvi, aqui mesmo, do ponto onde me encontro, carregar uma caixinha de fósforos no bolso para ajudar a acender as velas de quem também decidiu fazer essa caminhada rumo a uma cultura de paz.

Encontro

O projeto Pacificando as relações, em seus diferentes formatos, não tem a pretensão de eliminar os conflitos na vida de quem se dispõe a participar dos nossos encontros. O propósito desses seminários é apenas o de oferecer, a cada uma das pessoas que vierem para as nossas rodas, alguns recursos para iniciar um caminho de mudança em direção a uma convivência mais pacífica e feliz.

É um trabalho semelhante àquele do beija-flor que carrega água no bico para apagar o incêndio na floresta: sozinho, a gente não consegue muita coisa, mas se cada um começar a fazer um pouquinho, talvez uma hora dessas, como contraponto à tal “escalada da violência”, a gente comece a poder falar de um negócio chamado “escalada da paz”. Vai que…

Pacificando as relações

  • CLIQUE AQUI para saber mais sobre Pacificando as Relações – Encontro para Pais e Mães.
  • CLIQUE AQUI para saber mais sobre Pacificando as Relações no Trabalho.

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